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terça-feira, 31 de maio de 2011

Desabafos e... Novo Desafio!

Não sei o que se passa comigo, ou se sou só eu, mas nos dias que antecedem o meu aniversário e no próprio dia fico super deprimida, choro por tudo e por nada, acho sempre que me vou desiludir por alguma razão com alguém... e o facto é que acaba sempre por acontecer. Este ano ando assim, o facto de estar em Red zone exactamente nesta altura não deve ajudar, claro, mas detesto e acho estúpido o facto de entrar nestas espirais deprimentes. Vou fazer 25 anos, não 65 :x E também já não sou nenhuma criança para dar assim tanta importância. Mas é a altura do ano em que tenho uma excelente desculpa para ter comigo as pessoas importantes da minha vida, por isso é que fico tão sensível ao facto de algo poder correr mal, suponho. O jantar que combino passa sempre por tensões ou complicações, e desta vez não foi excepção, pelo menos na parte do planeamento. Mesmo assim, espero que corra bem, espero que o dia amanhã também corra bem, e o facto de passar parte dele com o meu namorado deixa-me bem mais tranquila, porque sei que pelo menos os momentos com ele vão ser sem qualquer dúvida serenos e doces. Com isso posso contar, e é a isso que me vou agarrar.
Desculpem o desabafo e os devaneios completamente fora do tema da RA, mas o blog também é para a parte emocional, não é? Afinal, até é ela que muitas vezes causa as compulsões!

Agora em relação ao desafio... Bora lá?!
É um desafio de um mês, com tarefas simples e não obrigatórias, e que se guiará essencialmente pelo peso. Espero que gostem e que vos dê força para entrar no Verão em grande :) Deixo-vos aqui o selinho e o blog:


http://desafioesteveraoemeu.blogspot.com/

Beijinhos e obrigada por estarem aí <3

quinta-feira, 24 de março de 2011

Dia para esquecer...

Que dia difícil. :( Correu tudo mal, tudo ao contrário, entrei num estado de desespero tal que agora sinto-me como se tivesse sido atropelada por um camião! Mas já estou a voltar à tona.
Quando à comida, ai ai, o Starbucks! Depois de chegar a meio da tarde de rastos, uma amiga minha pegou em mim e lá fomos. Comi um muffin light de mirtilos e bebi um frappuccino de caramelo. E sabem que mais? Não me sinto (assim tão) culpada. Porquê? porque decidi conscientemente que, com os momentos que estava a passar, tinha direito a parar um bocadinho e pensar como uma pessoa "normal" que não precisa de ter mais o pensamento de estar em dieta (eu sei que é RA, mas o facto é que de momento isso envolve muitos cortes) e comer o meu muffin e beber o meu frappuccino (isto pode ser um erro, mas precisava de sentir que tinha uma preocupação a menos nesse momento). Por isso mesmo, não me senti culpada, e amanhã recuperarei com gosto. Até porque não foi compulsão, nem senti que fosse para colmatar um vazio emocional, quis mesmo usufruir daquele momento, tão simples como isso.

Tanto que, depois disso, tive mais 3 surpresas desagradáveis, a última das quais apanhar a estação fluvial fechada e ter que esperar 2h para apanhar barco. Então o que é que eu fiz? Fui enfiar-me na toca do lobo! Armazéns do Chiado... MacDonalds! Passei 3 vezes pelo balcão e fui-me embora, sentei-me num sofazinho dos que têm lá agora (e até podemos ouvir jazz!) e pus-me a ler. Quando chegou a hora vim embora (fui a pé e voltei a pé) e não toquei em nada. Acreditem, depois do dia que tive (nem vale a pena contar porque nunca mais saia daqui), mesmo com o Starbucks, resistir ao Mac e a qualquer outra porcaria presente nos Armazéns foi uma vitória e um pedacinho bom no meio deste dia que eu só quero esquecer. Cheguei a casa, jantei, arrumei a cozinha, enchi-me de coragem e toca de fazer os agachamentos e os abdominais que ainda não tinha feito. Isso ninguém me tira, muito menos eu!
Amanhã tudo será seguramente melhor.

Conclusão do dia?

É preciso mergulhar na escuridão para encontrar a luz.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Queda

Antes de mais, agraceço o selinho à Lilith e à Estrelinha. Prometo que o meu próximo post será com ele estampado e sobre o meu mundo.

Mas agora não, porque o problema é que o meu mundo ruiu.
Descobri e admiti para mim própria que não consigo entregar a tese este ano, e isto foi um golpe maior do que eu sequer poderia imaginar. Tenho sido super direitinha em termos de estudos, tudo no tempo certo (chamem-me menina mimada, habituei-me mal a mim própria nisso), tinha a sorte de saber o que queria seguir e até lutei contra a família toda para entrar neste curso, mas a questão mais vincada foi sempre não desiludir a minha mãe nem arranjar problemas com ela (em termos de não deixar nenhum ano para trás), embora tenha sempre tido bons resultados. Digamos que temos uma relação complicada. E, como é óbvio, a primeira coisa que ela me diz quando eu lhe conto, em pranto, ao telemóvel, às tantas da noite, que não consigo entregar a tese, é que eu vou voltar a viver em casa dela. Acho que ela até ficou feliz/aliviada nesse aspecto por poder exigi-lo. Neste momento é o que mais me assusta, porque nós não conseguimos viver umas horas juntas sem discutir, quanto mais constantemente.
A minha ideia é entregar o meu relatório de estágio na mesma, e logo de seguida procurar emprego e fazer a tese paralelamente, cujo prazo de entrega do próximo ano é em Julho. Mas procurar e arranjar emprego (ainda por cima na minha área) não acontece de um dia para o outro... Mas espero conseguir.
O problema agora nem é esse. É o facto de neste momento eu não conseguir fazer nada. Só choro, quando choro fico apática a olhar para o vazio, não consigo fazer nada, mexer em nada, não me apetece comer, não me apetece sair à rua, só me apetece dormir e nem isso consigo porque apesar de não ter dormido quase nada, mal abri os olhos os pensamentos entraram de rajada, e se adormecer sei que vou sonhar com isto tudo. Nem sei. Só queria arranjar um bocadinho de forças. Porque ainda preciso de trabalhar no relatório.

Há-de haver um momento em que passarei da vontade de não tocar em comida para a de comer tudo e mais alguma coisa... mas não o vou fazer. Se há coisa a que me vou querer agarrar neste momento é a minha R.A. (e o desafio), porque pelo menos disso posso orgulhar-me um pouco... mesmo sentindo que tudo à volta está a cair.


Isto foi essencialmente um desabafo, desculpem-me.*